Passo por uma fase bem particular, bem sentimental, talvez um pouco triste.
Na televisão vejo que o amor é a base de tudo. Nos livros, nos versos, nas músicas... Passei um bom tempo da minha vida achando que tinha encontrado o amor da minha vida. Não precisava de mais nada. Meus domingos não eram tão monótonos, eu sempre tinha aquela pessoa pra poder chorar, pra rir, pra fazer palhaçadas. Era tudo tão perfeito.
Infelizmente eu acabei acordando desse sonho. E sabe aqueles sonhos que mechem tanto com você, que quando você acorda, está mais cansada, mais desanimada, mais triste? É assim que me sinto. Destruída. Por dentro. Porque os olhos mentem dia e noite a dor da gente. Sim, eles tentam mentir.
Eu sempre fico mais chateada quando passo por alguma que me faz concordar com aquela antiga frase: Não importa o quando você importa algumas pessoas simplesmente não importam. E isso acontece o tempo todo, com a maioria das pessoas que me cercam.
O fato é que eu tenho que aprender a gostar mais de mim do que dos outros. A pensar mais em mim, a aprender a cuidar de mim sozinha, e cuidar com amor, com carinho. Não tá sendo uma batalha fácil. Pra falar a verdade, tá sendo bem complicado, bem dolorido.
Essa semana ainda estava conversando com um amigo, e falamos no que acontece quando amamos uma pessoa. Por mais que a gente tente, é impossível esquecer a pessoa. Quando estamos com o pensamento tranquilo, um tempo sem lembrar, acontece alguma coisinha que por menor e insignificativa que seja, cutuca aquela ferida lá dentro do seu peito. E a ferida inflama outra vez. Vou contar uma coisa: ô ferida difícil de sarar viu! E dói tanto. Tanto.
Há quem diga que quando é amor, não temos motivos pra querer esquecer. Engano. Quando o amor é só de um lado, quando o sentimento é mais intenso em apenas uma pessoa, descobrimos que é melhor pra gente tentar tirar. Ou esse sentimento pode criar o poder de acabar com a gente. O pior é quando a outra pessoa um dia falou que te amava. Brincou. te abandonou quando você mais precisou. Te machucou. E você ainda assim, com inocência acreditou que podia mudar. E mais de uma vez machucou mais.
Chega a ser irracional. Gostar de alguém que te faz sofrer. Virou rotina parar, olhar pro nada e pensar como que uma pessoa que me fez imensamente feliz, me sentir completa pôde um dia fazer isso comigo?
Ser solteira é muito bom quando você convive com pessoas solteiras. Por que no contrario, é muito solitário. E ser feliz sozinho é um dom que poucos tem o privilégio. Não gosto de ser dramática. De mostra que estou sofrendo, afinal, o que eu posso querer com isso? Que as pessoas tenham pena de mim? Não. Definitivamente não!
Eu quero mais é que essa fase passe. Pois agora eu me sinto sem um pedaço. E quando esse pedaço falta, tudo é mais triste. É bom quando temos uma pessoa pra nos amar incondicionalmente, pra nos apoiar, pra dividir a dor e a conquista.
É bom quando aprendemos a ser feliz com a gente mesmo. Mais essa felicidade eu ainda não conquistei. Ainda... Porque as vezes eu sou carente, eu sinto falta de carinho, de abraço, de beijinho, de amor. Eu me pego sempre chorando. Por nada. Ou por tudo.
E é fácil pra todo mundo julgar, falar que já passou por isso, e que isso passa, que é só uma fase. Ou falar que você é mesmo uma tola sentimental. Que precisa acordar pra vida. Difícil é concordar e tentar lutar pra sair dessa. E ainda não ter conseguido.
Mas agora com certeza eu enxergo que no fim eu amei por nós dois. Ele me falou que o fim não chegou, que nenhum dos dois morreu. Mais um sentimento deve ter morrido. É ilógico eu passar por isso atou-a. Se o sentimento dele ainda estivesse vivo, não fazia isso com o meu. Ou melhor, não seriam sentimentos distintos. Seriamos apenas um só, tentando vencer a distancia unidos.
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